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Olivio N. Alleoni
Dedicado à manutenção de tradições populares, divulgação de Piracicaba, contos e recordações do autor.

Entregue aos seus problemas, obrigações dos mais diversos tipos, se submete aos mais diversos trabalhos, que realmente chegam a ser verdadeiras aventuras. Nestes momentos, em que se encontra unicamente consigo mesmo, mergulhado de um lado dentro da responsabilidade do ato e de outro da arriscada aventura ao cumprir as metas propostas, não pode deixar de estender as mãos para cima e, inconscientemente implorar pelo perdão dos pecados e pelo sucesso da missão.
cama, barulhenta com o colchão de palha, o véu estendido sobre a cama afastando os pernilongos. Mas o travesseiro de paina ou marcela era uma delícia e facilmente superava os incômodos barulhos da palha de milho. Na camiseira ao lado da cama, uma pequena lamparina a óleo fazia tremular uma pequena luz amarelada, que insistia em lutar contra o negrume da noite.
depois de algumas horas sempre tínhamos capturado algum, que era levado para um grande viveiro, sob um pé de jambo... E assim sempre tínhamos músicas em casa, com os trinos que nos aveludavam aos ouvidos.
consigo pequenos brinquedos. Ainda alguns ainda restam daquele tempo. Se gostava de jambo e outras frutas, também gostava de limão. E nada como chupar limão com sal, debalde as palmadas que ganhávamos quando éramos descobertos em nossas travessuras. O melhor pé de limão estava no alto do morro, em pleno pasto, onde íamos sempre com cuidado, com medo das cobras. Sempre fomos protegidos, e graças a Deus nunca levamos uma picada deste réptil. Mas o gosto da reinação era alto, e umas palmadas a mais, umas a menos não nos inibiam em fazer as coisas proibidas...
um bom joguinho de baralho, como um rouba monte, ou mesmo um truco para boa diversão. Outras vezes, sentávamos apenas no terreiro, e ficávamos em silêncio ouvir a sanfona chorando ao fundo sua canção...
brinquedos, que eram adquiridos em São Paulo. E era de uma fase pós-guerra, onde tínhamos navios, aviões e outros objetos rememorando esta negra fase mundial. 
No dia da eleição eram caminhões e mais caminhões que saiam indo buscar eleitores na área urbana e rural, distribuição de refrigerantes e lanches, “santinhos”, e todo o tipo de propaganda impressa. Bandeiras e mais bandeiras circulavam pela cidade, carregadas pelos militantes políticos, fossem a pé, fossem em veículos com grande alarde. Era uma verdadeira festa, que engajava a todos, eleitores e não eleitores. E é claro que havia também as discórdias que ocorriam quando grupos rivais se encontravam. Isto geralmente sucedia nos locais onde ocorriam as votações ou suas cercanias. 

Meus Oito Anos

Da aurora da minha vida